O nosso colaborador Luis Filipe Borges (o humorista “Boinas”) foi contagiado pela febre da “Guerra das Estrelas”, pelo que coube ao também humorista e colaborador do Autohoje, António Raminhos, sentar-se ao comando do Toyota Prius Plug-in. Inspirado igualmente na ficção científica, Raminhos viu-se quase como que a entrar numa nave espacial, com a utilização deste híbrido japonês a surpreendê-lo, a ponto de o levar a pensar que o Prius é como as mulheres: o que conta é a beleza interior.

Há homens que passam mais tempo com os carros do que com as próprias famílias. Há homens que perderam a virgindade dentro do seu carro favorito e, em alguns casos, haverá até quem tenha perdido a virgindade... com o próprio carro e que se arrependeram, porque o carro nunca mais voltou a ligar nem convidou para jantar primeiro.

No fundo, o facto é só um: há homens que se relacionam com os carros como se de namoradas se tratassem. Saem com ele só para ir dar uma volta à noite e estarem juntos mais uma vez, estão sempre a apaparicá-lo ou a comprar “coisinhas”. Numa visão puramente machista, um carro vistoso de estofos em pele, jantes especiais e que consome 15 litros aos 100 é uma daquelas mulheres que vemos nas revistas masculinas ou que saem de uma festa da Playboy acompanhadas por um velho milionário. E quer com o carro, quer com a mulher o comentário de quem passa pode muito bem ser o mesmo:

- “Olha-me aquela traseira!”

- “Gosto, mas não quero!”

- “Porquê?”

- “Já está toda batida”

Pelo mesmo prisma, depois há a malta que anda com latas de que não gosta porque não tem dinheiro para mais, por hábito ou porque está acomodado, mas que todos os dias passa num stand e pensa “quem me dera dar uma volta naquela”. No entanto, tal como nas relações, há coisas de que não estamos à espera. O Prius Plug-in é aquela mulher dos filmes que anda de óculos “fundo de garrafa” e cabelo seboso, mas com quem o protagonista passa algum tempo e descobre todo o seu esplendor. É a premissa a que já nos habituámos: “o que conta é a beleza interior”.

E quem se “casa” com um Prius pode muito bem virar um daqueles gajos que quando começa a namorar deixa de falar aos amigos. “Fogo, o Zé andava sempre a gastar dinheiro, desde que se juntou é um poupadinho”.

Porque é isso que um Prius faz de nós. Ao melhor estilo de ficção científica, um carro que vem do futuro para acabar com os consumistas. Ele é: “O Poupador implacável”.

Entrar no Prius é quase como que entrar numa nave espacial ou no Regresso ao Futuro. Aliás, a informação do “Monitor de Energia” mais parece o Flux Capacitor do Delorean do Doc e do Marty. Torna-se até divertido. Várias vezes dei por mim a ver quantos quilómetros conseguia fazer só com a bateria e qual era o mínimo de gasolina que conseguia consumir, sem ir a velocidades estupidamente baixas. Quem não achou muita piada foram as minhas filhas, principalmente quando desliguei a motinha eléctrica de ambas para carregar o carro. Até elas, que são ainda novas nesta vida, fisgaram-me com aquele ar de “olha, este passou-se e deve achar que tem um brinquedo”. Não é um brinquedo, é o futuro e esse pertence aos carros económicos e às mulheres sofisticadas. Ou então às mulheres económicas e aos carros sofisticados... Não sei. Mas aposto mais na primeira.

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